top of page

Mães-solo precisam de ambiente de trabalho inclusivo e solidário

Jabuticaba Conteúdo celebra o Dia das Mães com a história da Cristiane Maria de Souza, que tem uma filha de 18 anos, e é uma das 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas no Brasil. Assista ao vídeo e, mais abaixo, leia o que sua empresa pode fazer para apoiar essas mulheres incríveis quando elas mais precisam



Maternidades são plurais e diversas, mas em qualquer situação, maternidades requerem rede de apoio, segurança financeira e suporte emocional. Isso é ainda mais verdade quando  a mãe é a única responsável por suprir as necessidades dos filhos. Esse é o caso de Cristiane Maria de Souza, que tem uma filha de 18 anos, e é uma das 11 milhões de mães (FGV, 2023) que criam os filhos sozinhas no Brasil. Cris, como a chamamos, é assistente comercial aqui na Jabuticaba Conteúdo. 


Cada história importa, mas decidimos contar neste Dia das Mães a história da Cris para lembrar todas as empresas - grandes ou pequenas, nacionais ou multinacionais, da indústria ou do varejo - de que neste exato momento pode haver uma mãe-solo que precisa ser ouvida, acolhida e, se for o caso, socorrida. Como no provérbio do povo Macua, que ficou famoso pela sua veracidade, “para educar uma criança, é preciso de toda a aldeia”. Neste Dia das Mães precisamos lembrar que as crianças são o futuro, mas as mães são o presente. 


O número de mães-solo no Brasil cresceu 17,8% entre 2012 e 2022, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas. O estudo definiu mães-solo como mulheres que são referência no domicílio, ou seja, elas são a principal fonte de renda da casa e não têm a presença de um cônjuge. Complementar a isso, um outro estudo publicado em março deste ano, também pela FGV, mostra que o país tem 2,7 milhões de crianças entre 2 e 3 anos fora da escola, impedindo suas mães de retornar ao mercado de trabalho. Quase 70% dessas mulheres são negras.


Cuidar das mães tem que estar na agenda ESG


A governança social, ambiental e corporativa das empresas (ESG), que é uma agenda que orienta investimentos de empresas de todos os portes e que simboliza uma abordagem empresarial mais comprometida com um mundo melhor para todos, está em franco crescimento em todos os setores. As projeções sobre o assunto têm desenhado investimentos bilionários nessas boas práticas nos próximos anos. Quando o tema é meio ambiente, por exemplo, os números são superlativos. Veja o caso da indústria automobilística brasileira que estima investimentos entre 60 e 70 bilhões de reais em pesquisa e desenvolvimento pelos próximos cinco anos para cumprir as exigências do Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação, do Governo Federal), que visa a descarbonização dos veículos.


Mais difícil é estimar o impacto das empresas na letra “S” da sigla ESG (ASG, em português) que se refere à responsabilidade social e que concentra, entre outras coisas, as ações para construir um ambientes de trabalho mais diversos, inclusivos e que dê oportunidades a todos, incluindo `as mães solo. A primeira coisa que as empresas poderiam fazer é um censo para entender quantas são e, depois, identificar suas necessidades. Empresas podem desempenhar um papel crucial no apoio a mães-solo apenas criando um ambiente de trabalho mais inclusivo e solidário, mas podem ir além adotando práticas como:


  1. Flexibilidade de Horário: Permitir horários de trabalho flexíveis ou a possibilidade de trabalho remoto, para que as mães possam gerenciar melhor as demandas de cuidados com os filhos e compromissos escolares.

  2. Licença Parental Estendida: Oferecer licença parental que reconheça as necessidades únicas das mães-solo, possibilitando que elas tenham tempo suficiente para cuidar de seus filhos sem preocupações financeiras.

  3. Creche no Local ou Subsídios para Cuidados Infantis: Fornecer acesso a creches no local de trabalho ou oferecer subsídios para ajudar com os custos de cuidados infantis, aliviando um grande peso financeiro e logístico.

  4. Apoio à Saúde Mental: Oferecer programas de apoio à saúde mental, como acesso a terapia ou grupos de apoio, para ajudar as mães a lidar com o estresse e as demandas emocionais da maternidade solo.

  5. Desenvolvimento de Carreira: Garantir que mães-solo tenham as mesmas oportunidades de desenvolvimento de carreira e promoção que outros funcionários, oferecendo treinamentos, mentorias e apoio para progressão profissional.

  6. Salário Justo e Benefícios: Assegurar que as mães-solo recebam um salário justo e tenham acesso a benefícios adequados, como seguro saúde e plano de aposentadoria, para proporcionar segurança financeira.

  7. Cultura de Apoio e Inclusão: Promover uma cultura organizacional que valorize a diversidade e inclusão, combatendo o estigma e promovendo a aceitação e o respeito por diferentes estruturas familiares.

Implementando essas e outras medidas, as empresas não apenas ajudam as mães-solo, mas também criam um ambiente de trabalho mais positivo e produtivo para todos os funcionários.


Abaixo, algumas sugestões de outros conteúdos sobre o tema:


Maternativa - Perfil aborda temas sobre a participação de profissionais mães no mercado de trabalho.


Calcinha larga - Podcast recebe convidados que abordam a maternidade com bom humor. 


Fabiana Sobrinho - Mãe solo de adolescente, fala sobre educação respeitosa e dia a dia. Saiu na imprensa.


Talitah Sampaio (Sampaio Girls) - Perfil de mãe solo e filha adolescente que compartilham sua rotina.


Gabi Oliveira - Mãe solo de dois filhos adotados compartilha dicas e reflexões.

0 comentário

Comments


bottom of page