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Cinco gerações em um escritório só: trabalhe com um barulho desses

Atualizado: 17 de jun.

Um dos grandes desafios corporativos atuais é colocar equipes formadas por gente de idades diferente pra trabalhar junto - e bem. Para isso, haja flexibilidade e, fundamental, uma comunicação sem entrelinhas

Hiperlink  da trend no TikTok sobre diferença de idade entre colegas de trabalho. Para acompanhar, vários dos vídeos usam um hit dos anos 80, que embalou a juventude da Geração X: Your Love, da banda britânica Outfield
Hiperlink da trend no TikTok sobre diferença de idade entre colegas de trabalho. Para acompanhar, vários dos vídeos usam um hit dos anos 80, que embalou a juventude da Geração X: Your Love, da banda britânica Outfield

Para quem é pai, tio ou avô e sente dificuldade de acompanhar os assuntos, os valores e até o vocabulário dos parentes mais jovens, imagine o que acontece quando essas diferenças saem da sala de casa e vão parar na sala de reunião. No mercado de trabalho, esse desafio é ainda mais complexo - e, ao contrário do que acontece em família, a convivência não é opcional. Hoje, cinco gerações diferentes se cruzam nos corredores das empresas: os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), a Geração X (1965/1980), os Millennials ou Geração Y (1981/1996), a Geração Z (1997/2010) e, em alguns casos, tem até gente que nasceu depois de 2010, o pessoal da Geração Alpha, que entra como jovem aprendiz.

"O conflito geracional sempre esteve presente nas empresas, mas costumava ser algo menos complexo, por envolver até duas gerações. Com o aumento da expectativa de vida e carreiras mais longevas, temos cinco gerações presentes no mesmo ambiente de trabalho, o que é de um ineditismo relevante" Lina Nakata, uma das coordenadoras da pesquisa Lugares Incríveis para Trabalhar, que é realizada pela FIA Business School e publicada pelo Estadão

Recentemente, uma trend (vários vídeos com o mesmo tema) viralizou no TikTok, a rede social queridinha da Geração Z. Em todos, uma mensagem do tipo: "Quando você tem 21 e sua melhor amiga no trabalho tem 40”. O meme reflete a realidade de ambientes profissionais cada vez mais diversos em termos de idade, onde gerações que cresceram com Walkman, MSN e TikTok dividem o mesmo espaço e decisões. Mas, ao contrário dos almoços de domingo, onde o embate de opiniões pode ser suavizado por uma boa comida, no escritório, o tempero precisa ser outro. Comunicação, empatia e escuta ativa viram ingredientes indispensáveis para que esse mix etário não desande.


Se em casa o tio pode entrar escondido no Google para entender o que o sobrinho disse, no trabalho, um líder que ignora o que motiva cada geração corre o risco de ver os talentos mais jovens de sua equipe tomarem outro rumo. As motivações de cada geração são diferentes. Os Baby Boomers, por exemplo, valorizam estabilidade profissional e lealdade à empresa. A Geração X também, mas colocou mais um ingrediente nessa receita: a busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Os Millennials, por sua vez, querem crescer rapidamente na carreira, não lidam bem com hierarquia e não vêem nenhum problema em trocar de emprego toda vez que a empresa não atender mais seus anseios. Já a Geração Z quer impacto social, autenticidade e diversidade - e não abre mão de que tudo isso esteja refletido na cultura da empresa.

Sem propósito, nada feito

Cerca de 20% dos Millenials e quase um terço da Geração Z planejam mudar de emprego nos próximos dois anos. O dado é da pesquisa Gen Z & Milennials 2025, da consultoria global Delloite. Uma combinação de fatores está por trás disso: melhores condições de trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, remuneração mais justa e… propósito.


Aliás, não é exagero dizer que, para essas gerações, propósito é inegociável: 92% dos Millennials e 89% da Geração Z dizem se tratar de algo essencial para garantir satisfação na carreira. E mais da metade desses profissionais afirma considerar “trabalho significativo” como requisito ao avaliar uma nova oportunidade profissional. E isso, claro, tem relação direta com a cultura da empresa: quando os valores pessoais se alinham com os da organização, os índices de felicidade praticamente dobram - outra das conclusões do estudo da Deloitte.


Diante disso, os modelos tradicionais de liderança, de comunicação interna e até mesmo os planos de carreira estão sendo repensados. Faz alguns anos que a trajetória profissional linear, que sobe verticalmente de acordo com o tempo de casa, não dá conta de acompanhar o dinamismo e a inquietação das gerações mais jovens.  E é aí que os Millenials entram como um elo forte dessa corrente. Tendo crescido em um mundo analógico e amadurecido na era digital, eles costumam ter uma boa interlocução com os mais jovens, que são nativos digitais.

"Atualmente, a geração dos Millennials, que era considerada totalmente disruptiva quando ingressou no mercado de trabalho, é a predominante no mundo corporativo, e também a mais presente nas lideranças", diz Lina, que também é professora de disciplinas ligadas a recursos humanos. Os dados comprovam: Millenials são maioria nas 318 empresas que participaram da edição 2024 do levantamento realizado pela FIA (56%). Depois vêm a Geração X (22,5%), a Z (21%) e os Baby Boomers (0,5%). Com o tempo, segundo Lina, os Millenials foram se moldando às gerações anteriores, e agora enfrentam a geração Z, com novos princípios e crenças. Comunicação sem entrelinhas A convivência intergeracional ainda não está acontecendo como deveria. Em algumas situações, o que se vê é um verdadeiro cabo de guerra: de um lado, os que preferem reuniões e trabalho presenciais; de outro, o pessoal que é fã do home office; tem também aqueles que confiam mais quando as coisas são acertadas por email, e os que só falam de trabalho via DM ou WhatsApp. 


O que pode ajudar a driblar essas diferenças é a comunicação, é conseguir falar com todos esses públicos. Algumas empresas adotam práticas que contribuem para melhorar a convivência intergeracional: rodas de conversa, capacitação tecnológica e cultural, além de políticas de trabalho flexível. Outra prática que está crescendo é a mentoria reversa (onde profissionais mais jovens compartilham conhecimentos com os mais experientes), já uma realidade em empresas como Siemens Brasil, Bayer, IBM e Microsoft. Tudo isso contribui para a criação de um ambiente onde, além de respeitadas, as diferenças viram vantagem competitiva. No final das contas, estamos falando sobre diversidade, certo?


Conte com a Jabuticaba Conteúdo para ajustar a comunicação interna de sua empresa de acordo com os públicos. Faz 16 anos que usamos o storytelling para garantir conteúdos claros e que engajam. Aqui, a gente tem um jeito todo nosso de contar histórias: o Método Jabuticaba de Storytelling.



 
 
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