Tendência 2006 em EAD: depois do microlearning, vem aí o nanolearning
- Jabuticaba Conteúdo
- há 12 minutos
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Falta de tempo e de foco comprometem o aprendizado - a menos que o conteúdo seja transmitido aos poucos e com recursos para capturar a atenção. Exatamente o que esses dois formatos entregam

Em um cenário marcado pela falta de tempo e por aceleração constante que prejudicam a capacidade de concentração, aprender novas habilidades ou melhorar as que já existem pode ser algo difícil de encaixar no dia a dia de trabalho. É nesse contexto que o microlearning e o nanolearning nadam de braçada - tanto que estão sendo cada vez mais utilizados nos programas de EAD das empresas. Segundo a firma de consultoria McKinsey, em comparação aos treinamentos convencionais, a microaprendizagem aumenta a retenção de informações em até 80%. A empresa também sai ganhando, já que os custos são menores.
O Walmart é um bom exemplo de como o nanolearning funciona, principalmente quando se trata de oferecer treinamento em grande escala. Segundo Ben Peterson, Vice-Presidente de Produto, com 1.6 milhão de funcionários apenas nos Estados Unidos, a melhor maneira de democratizar o conhecimento foi por meio de uma plataforma digital.
"Resolvemos colocar o conhecimento na palma da mão dos colaboradores com o nosso aplicativo, o Me@Walmart e, agora, eles têm as informações de que precisam na hora em que desejarem. Atá agora, nossos funcionários já concluíram 17 milhões de módulos de nanolearning." Ben Peterson, Vice-Presidente de Produto do Walmart
Em entrevista para o LinkedIn Talent Solutions, funcionalidade da plataforma para ajudar empresas a atrair, recrutar, engajar e gerenciar pessoas, Peterson contou como o Walmart usou o nanolearning para resolver a dificuldade de treinamento de seus colaboradores (leia aqui o artigo original).
Clique aqui para assistir ao vídeo A proposta do micro e do nanolearning se baseia em um princípio simples: em vez de um conteúdo longo, eles oferecem aprendizado em pequenas doses que permitem um upskilling ou um reskiling cirúrgico.
Basicamente, a diferença entre microlearning e nanolearning está no tempo de duração e no foco do conteúdo. No primeiro caso, de maneira geral, cada bloco ou sessão de microlearning deve ter, idealmente, de 3 a 10 minutos. Em geral, para essa modalidade, são usados vídeos, quizzes e infográficos para capturar a atenção e melhorar o engajamento.
O nanolearning, por sua vez, é a versão compacta do microlearning. Cada módulo tem de 1 a 3 minutos, no máximo. Esse formado é indicado para passar dicas rápidas e fazer reforços pontuais de algum conceito. Por isso, funciona muito bem alinhado a cards ou notificações no celular, por exemplo.
Máximo proveito
Existem algumas estratégias para otimizar o desempenho do micro e do nanolearning e, assim, acelerar o aprendizado e facilitar a retenção de conhecimento:
entregar conteúdo pelo celular - isso permite que os colaboradores escolham quando e onde acessar. Sem falar que é muito eficaz para as novas gerações, que vivem com o celular na mão. Um levantamento da empresa de consultoria e de pesquisa de mercado Global Growth Insights, feito em 2024, mostrou que cerca de 60% das empresas do mundo que já usavam microlearning em seus programas de educação, vêm dando preferência a conteúdos entregues via celular;
utilizar IA e personalização - algumas plataformas de EAD, as chamadas LMS (Learning Management System) hospedam conteúdo personalizado e recomendam micro-módulos de aprendizado de acordo com o desempenho e as habilidades que cada colaborador precisa aperfeiçoar ou desenvolver;
estabelecer um objetivo - quando se trata de adquirir ou de melhorar competências que já existem, o segredo é ir na base de uma coisa de cada vez, oferecendo conteúdo focado em um único conceito;
investir em gamificação e experiências imersivas - conteúdo oferecido de maneira lúdica é assimilado com mais facilidade.
Também é preciso lembrar que tanto o micro quanto o nanolearning se tornam efetivos se elaborados com técnicas de storytelling. É preciso conhecer o conteúdo por inteiro para ser capaz de pinçar apenas o que interessa em cada situação. E disso a gente entende - afinal, temos o nosso próprio jeito de contar bem uma história: o Método Jabuticaba de Storytelling, que utilizamos em todos os projetos que entregamos para os nossos clientes, inclusive os de EAD. E aí, o que acha de marcarmos uma conversa?





