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Comunicação, reputação e marca: o que os Conselhos esperam de você?

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
						Marcelo Castelli, Leila Loria, Valéria Café e Maria Tereza Gomes: debate pioneiro sobre a comunicação na visão dos conselheiros
Marcelo Castelli, Leila Loria, Valéria Café e Maria Tereza Gomes: debate pioneiro sobre a comunicação na visão dos conselheiros

Onde e quando os desafios e riscos de reputação, marca e comunicação se encaixam na agenda dos Conselhos de Administração? Foi com essa pergunta que a jornalista Maria Tereza Gomes, CEO da Jabuticaba, abriu o debate "O que os conselheiros pensam da comunicação" com Marcelo Castelli, chairman da Coopersucar, Leila Loria, membro do Conselho do Assai Atacadista e da Anaconda, e Valéria Café, conselheira da rede Marista e diretora-geral do IBGC. O evento foi realizado no Espaço Jabuticaba, em São Paulo, no dia 10 de abril. A conclusão foi uma só: atualmente, os Conselhos não possuem uma agenda estruturada para acompanhar esses temas, que só chegam ao board em momentos de crise.


Leila Loria, do Assaí
Leila Loria, do Assaí

Para responder à pergunta, Leila lembrou que os conselhos de companhias abertas são assessorados por comitês temáticos, como os de pessoas, tecnologia, auditoria e riscos, sustentabilidade e governança. "Em que comitê a gente poderia estar discutindo comunicação? Talvez no de Governança, porque governança é reputação e é comunicação", diz Leila.


Segundo Castelli, está acontecendo uma mudança ainda tênue nos Conselhos, que é enxergar reputação como um ativo estratégico. "O que a gente não trabalha ainda é o risco de perda de reputação. Isso deveria estar na matriz de risco, mas não vejo acontecendo ainda", disse.


Valéria Café, do IBGC
Valéria Café, do IBGC

Já Valéria fez um chamado à ação para profissionais de comunicação reposicionarem a área como estratégica em vez de operacional. "O comunicador que deseja ser ouvido pelo Conselho precisa falar a língua dos negócios e a primeira coisa que a gente precisa saber é ler uma demonstração de resultados", disse. Ela citou as comunicações de resultados trimestrais ao mercado que são elaboradas em parceria pelas áreas de Relações Institucionais, que domina os números, e Comunicação, que domina a narrativa. "No entanto, quem vai apresentar para o Conselho? O RI vai".


Na mesma linha, Castelli sugeriu que a comunicação fale com o Conselho por meio de um dashboard com os principais indicadores relacionados à marca e reputação, como NPS de clientes, eNPS de colaboradores e monitoramento qualitativo das redes sociais. "Conselheiro adora dashboard", diz Castelli.


Marcelo castelli, da Copersucar
Marcelo castelli, da Copersucar

Os três concordaram que não é o caso de criar mais um comitê, pois a agenda do Conselho já está sobrecarregada. Para os conselheiros, o profissional de comunicação precisa "furar a bolha" para chegar até o Conselho - mas isso passa pelo CEO. "Tem que convencer primeiro o CEO, que é uma grande barreira, um filtro do que vai para o Conselho", diz Castelli, que foi CEO de empresas como Fibria e Votorantim Cimentos. Ele sugere que os profissionais de comunicação influenciem as agendas, provocando uma discussão qualificada de reputação, marca e comunicação pelo menos uma vez por ano no board. "O comunicador estratégico é aquele que ajuda a traduzir números frios em narrativas de valor", completa Valéria.


Dicas práticas para furar o bloqueio

Os convidados deixaram recomendações claras:


  • Fale por meio de dashboards - Leve indicadores tangíveis de forma estruturada, com KPIs para acompanhamento.

    Tenha coragem e voz -  Na hora da crise, o conselho espera proatividade e que a comunicação ajude a tomar decisões difíceis. Não espere ser chamado; apresente um roadmap claro com o "5W2H" da solução:

    • What /o quê - A ação, tarefa ou projeto a ser realizado.

    • Why / por que - A justificativa, motivo ou benefício da ação.

    • Where / onde - O local ou área onde a ação ocorrerá.

    • When / quando - O prazo ou cronograma de início e fim.

    • Who / quem - O responsável pela execução.

    • How / como - O método, passos ou processos para a execução.

    • How much /quanto custa - O orçamento, custo financeiro ou de


  • Construa o "colchão de reputação"- Leila Loria reforçou que a comunicação em tempos de "felicidade" serve para criar um colchão de credibilidade, que vai proteger a empresa nas crises.

  • Seja o guardião da narrativa - Comunicação deve dominar a narrativa que humaniza a empresa para os stakeholders.


Conclusão

A porta do Conselho pode não estar escancarada para os profissionais de comunicação, mas o espaço existe para o profissional que se posiciona como parceiro do negócio, e não apenas como um executor de tarefas operacionais. Como resumiu Castelli: "Se você trouxer dados, eles serão matadores".


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